Quando ouço ou leio que o diamante é a matéria mais dura do mundo costumo pensar que não sabem o que dizem.
Ou isso, ou nunca experimentaram a saudade.
E não digam que a saudade não é matéria. Porque se o disserem é porque nunca a sentiram. Aquele nó no coração, que aperta mais em dias como o de hoje, um sentir que tem o insustentável peso da ausência, os momentos gravados na pele e no ser que nem o tal diamante consegue rasurar ou sequer ofuscar.
É matéria sim.
E quando se faz presente percebe-se que não há coisa mais dura do que a saudade de alguém que já não podemos abraçar mas que habita em nós.
São 82 e muita saudade.
Parabéns Pai!

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