A espera

A espera

Espero!
Na fria manhã de outono,
Incógnito, por aí, na gare
Aguardo!
Encerrado, algures em mim,
E distante, daqui e dali;
Anseio!
Que chegue e logo parta,
Que vá e consigo me leve;
Almejo!
A próxima paragem,
O destino escolhido;
Expectante!
Que o colorido mural
Me pinte o cinzento viver;
É hora!
Sinto ao longe a força,
Com ela enfrentarei o dia
Percorrerei o caminho
e de novo, ao entardecer,
Esperarei!

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