Em dia de Assembleia Municipal:- Percebemos que nada mudou em dois anos e meio de executivo.
– Percebemos que na oposição só uma força política, independente, que luta contra a demagogia e os interesses partidários instalados em prol dos sintrenses e de Sintra.
– Percebemos que falta coragem aos parceiros da maioria para enfrentar a prepotente atitude de um executivo socialista que adiou obra, investimentos e baixa de impostos para o ano e pouco que antecederá as eleições.
– Percebemos que foram 3 anos a sacrificar os sintrenses para agora surgirem as convenientes medidas eleitoralistas.
– Percebemos que só há uma oposição que incomoda porque conhece Sintra, porque é coerente e porque trás consigo os genuínos sintrenses livres de partidos e de pensamento.
– Percebemos que continuam convenientemente a querer misturar um passado com um Movimento de pessoas que ousaram criar ruptura com uma certa forma de fazer política, trazendo independência, liberdade e vontade em Fazer por Sintra e pelos sintrenses! Porque esse passado apoiou Pedro Pinto e está sentado e alinhado com o executivo nessa tal forma de fazer política!
– Percebemos que só interessa o seu umbigo e que democracia não lhes assiste rejeitando discutir moções só porque são da verdadeira oposição mas votando contra outra moção argumentando com razões que a tal moção da oposição propunha.
– Percebemos que as Assembleias Municipais não passam de um espaço de propaganda do executivo desvirtuando a função fiscalizadora do órgão com uma gestão conveniente dos tempos de antena.
– Percebemos que a verdade tem que obrigatoriamente ser a do Presidente e que tudo o que os outros fazem é eleitoralista.
– Claro que passar quase 3 anos a “poupar” e encher os cofres para “investir” e “baixar impostos” em ano que antecede as autárquicas é gestão cuidada e não eleitoralista. É a oposição que já propunha beneficiar os sintrenses desde o início é que é eleitoralista!!!
– Percebemos que não devemos descer a um certo nível pois aí a experiência pode ditar leis e, portanto, é continuar o caminho com a coragem de propor e Fazer por Sintra e pelos Sintrenses de forma determinada e com a coragem, que outros não têm, de sermos diferentes, livres e enfrentar atitudes prepotentes e com elevado défice de cultura democrática.
Porque democracia não é conivência nem conveniência e sim debate, respeito, liberdade e transparência!!
E como foi interessante a intervenção centrista a trazer à tona a incoerência histórica entre quem assume a ruptura com o texto da constituição, por referir o socialismo como rumo, perante um fundador do seu partido, que votou contra o texto (económico, político, social) por essa mesma razão e que agora seguiu esse mesmo rumo a nível pessoal (porque será?!) assumindo a liderança de um executivo socialista.
Resumindo, à beira do 25 de Abril é bom saber que há quem fale em certos valores mas tem muitas dificuldades em praticar esses mesmos princípios!!
Carlos Saldanha
Escrito em 20/04/2016

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