
Incontáveis as vezes que caímos no trilho que percorremos. Por vezes, voltamos atrás e ao passarmos no mesmo sítio esquecemos que ali estava o buraco. Aquele buraco onde tropeçámos, onde nos magoámos e fizemos a ferida que, pelo caminho, parecia ter sarado mas que, de novo, ao provarmos o sabor amargo da queda, voltou a sangrar abundantemente.
Porque não evitamos aquela fenda? Porque não saltámos em frente evitando mais um tombo?
Conhecemos a dor, sabemos de cor aquele caminho mas julgamos que alguém já tapou o buraco, pavimentou a estrada e nos impeliu em frente cuidando que a cicatriz não reabrisse e a dor não saísse daquela profundeza onde a escondemos.
E como dói.
Porque, além da ferida, arranhamos a alma pela lição esquecida.
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