Admiro a força da lágrima. Não liga ao querer e impõe o sentir.
Uma simples gota salgada que mareja os olhos, não se detém nas vontades e solta-se, rosto abaixo, transportando consigo aquele sentimento que estava preso na consciência.
Um esquivo pingo que arrasta em si o peso de uma insustentável tristeza ou a leveza incontrolável da alegria.
Poderosa, ultrapassa-nos o querer que a tenta amarrar e liberta-se, pouco a pouco, em pequenos caudais que nos vão sulcando o rosto e desenhando trilhos rugosos que perpetuam momentos, instantes.
Lágrima é o alívio de uma esperança renovada, a revolta do desespero que nos abala na impotência do inevitável, o pulsar incontrolável do coração que ama sem limite ou o contido ódio escondido perante uma injustiça.
Nela, somos genuinamente nós, não mais que um oceano de lágrimas onde furiosas tempestades nos agitaram e afundaram e brilhantes sóis de bonança nos resgataram da profundeza.
Lágrima é o valioso efémero da vida, que nos revela, constrói e dura o tempo exato para se tornar única.

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Esta secção fornece uma visão geral do blog, apresentando uma variedade de artigos, perspetivas e recursos para informar e inspirar os leitores.
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