Tempo de virar mais uma página no livro da vida, a única obra de autor onde o escritor nunca conhece o epílogo. Fecha-se um capítulo. Mais um recheado de alguns dramas e comédia, encontros e desencontros, amizade, amor e paixões, decisões e impasses, aventuras e desventuras. E cada novo capítulo é um mistério a desvendar,…
Por vezes só me apetece gritar a plenos pulmões: É NATAL, porra! E não porque o calendário assim o dita mas sim em todos os momentos ao longo do ano em que me deparo com a avareza, com o egoísmo, a soberba e a intolerância. E depois, só porque o calendário o diz, lá vem…
Porque só hoje se lembram Que Natal é sentir e amar? Porque só hoje se lembram Da nobreza de ser amigo? Porque tantos hoje esquecem Do grito calado no brilho das luzes? Porque tantos hoje esquecem Da pobreza embrulhada em cores? Porque só hoje se lembram De sentir o que nunca sentiram? Porque só hoje…
Este ano optei por fazer de coração ao invés de fazer uma decoração. Gostam? Não vêm? Olhem com atenção. Ali, no lugar da árvore de natal coloquei a amizade, enfeitada com fitas coloridas de abraços, bolas douradas de carinho, o brilho da iluminação de mil sorrisos e, no topo, a estrela radiosa dos momentos inesquecíveis…
O calendário diz ser Natal. O dia, a quadra, a época… todos, tudo grita bem alto ser Natal. As luzes ganham formas e piscares cintilantes, a música tem acordes a condizer, a fraternidade parece acontecer, procura-se a paz, o amor, a concórdia… Dizem que é Natal! Mas o que é Natal? Algo fátuo, um sentir…
Porque só hoje é Natal… Não vou escrever palavras bonitas com votos vãos e desejos triviais, não vou enviar frases feitas ou imagens déja vu. Não quero que só hoje sejam felizes, tenham saúde ou tenham um brilho especial nos olhos… Não quero que só hoje seja o dia do espírito, da família, das crianças,…