Autor: cmsaldanha


  • Minha eternidade…

    O eterno é ambíguo, bipolar… Acontece. Desaparece. Afirma-se! Nega-se! Veste a pele de cada um de nós e transforma-se de acordo com a mente que o olha, que o mede. Eterno pode ser tudo e nada ser. Um momento, um segundo, a vida ou a crença de tudo mais além de nós e da humanidade.…

  • Janela

    Janela

    Daqui vejo a água, a terra, o ar e o fogo. Daqui vejo a aldeia, a cidade, o país e o mundo. Daqui vejo a derme, o sangue, o coração e a alma. Daqui vejo o ser, o estar, o querer e o sentir. Daqui vejo tudo e nada vejo, Daqui vejo a vida! Blog…

  • Vazio…

    Vazio…

    16 anos! Desconhecia a dor lancinante do vazio até aquele dia. Maldita dor que teima sempre, que corrói o peito e nos faz esbracejar a alma em busca de uma escora, uma mão ou de asas que nos sustentem, algures, no imenso nada que, nesse momento, nos retirou o chão.  É mais um dia vão,…

  • Da lágrima…

    Admiro a força da lágrima. Não liga ao querer e impõe o sentir. Uma simples gota salgada que mareja os olhos, não se detém nas vontades e solta-se, rosto abaixo, transportando consigo aquele sentimento que estava preso na consciência. Um esquivo pingo que arrasta em si o peso de uma insustentável tristeza ou a leveza…

  • A verdade de uns e as inconvenientes verdades da realidade!!

    Em dia de Assembleia Municipal:- Percebemos que nada mudou em dois anos e meio de executivo. – Percebemos que na oposição só uma força política, independente, que luta contra a demagogia e os interesses partidários instalados em prol dos sintrenses e de Sintra.  – Percebemos que falta coragem aos parceiros da maioria para enfrentar a…

  • Tenho-me…

    Tenho-me…

    Tenho no olhar horizontes   Que só eu vislumbro,  Possuo no espírito confins   Que só ele pressente.  Vou em busca dessas estremaduras  Tateando os intangíveis limites,  Redefinindo fados supostos  Dando substância ao pensamento  Tenho no peito o pulsar  De afetos e sensações,  Tenho na alma o faiscar  Da vontade e da firmeza.  Vou ao…

  • Linha 1

    Linha 1

    Aquelas ruidosas carruagens,Que circulam encarriladas,Frias, cadentes, indiferentes,A estórias, contos e narrativasDe usanças, quotidianos ou rotinasInquietas, absortas, pujantes,Joviais, sisudas ou veementes;Mas singulares todas e cada umaNas personalidades anónimas,Nas particularidades múltiplas,Da amálgama de existências,Alvoroço de emoções várias,Que viajam Sob as Catenárias. Blog Esta secção fornece uma visão geral do blog, apresentando uma variedade de artigos, perspetivas e…

  • Já chegámos??

    Que estação é esta? O entusiasmo contagiante daquela criança rivalizava com o individualismo de quem por ali vai embrenhado nas suas rotinas. A cada estação redesenhavam-se novas perguntas desafiando o conhecimento materno e o sorriso de quem, entretanto, se apercebia que a cada apeadeiro um novo mundo aparecia aos olhos daquela criança. No jogo dos…

  • A espera

    A espera

    Espero!Na fria manhã de outono,Incógnito, por aí, na gareAguardo!Encerrado, algures em mim,E distante, daqui e dali;Anseio!Que chegue e logo parta,Que vá e consigo me leve;Almejo!A próxima paragem,O destino escolhido;Expectante!Que o colorido muralMe pinte o cinzento viver;É hora!Sinto ao longe a força,Com ela enfrentarei o diaPercorrerei o caminhoe de novo, ao entardecer,Esperarei! Blog Esta secção fornece…

  • Crocheteando!

    Tricotava furiosamente!A cada estação esgotava-se o tempo para mais uma fiada! Com mestria zurzia as agulhas metodicamente e a cada ponto dado adivinhava-se o desenho.Simultaneamente, debatia o quotidiano ao jeito de quem desfia o novelo de uma vida também ela tecida com as mãos. Naquela carruagem percebeu-se que as toalhas devem sempre ser engomadas, que…